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Itamar
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No dia 16 de Outubro de 2026, o Brasil viveu um marco histórico. Depois de quase 40 anos, em uma vitória dos trabalhadores, foi promulgada a Emenda Constitucional 141/2026 que colocou fim à escala 6×1 e passou a garantir dois dias de repouso remunerado por semana para a classe trabalhadora, com redução da carga horária de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial. É a primeira alteração constitucional da jornada máxima desde 1988. Segundo dados do Ministério do Trabalho, cerca de 14,9 milhões de trabalhadores serão beneficiados com a medida.

Para José Itamar Tavares Calado, Presidente do Sindicato dos Papeleiros de Jaú e Região, o fim da escala 6×1 traz ganhos imensuráveis na vida do trabalhador que poderá ter mais tempo para seus projetos pessoais.

“O fim da escala 6 por 1 dá para o trabalhador uma condição de ficar mais tempo com a família ou, se ele quiser, também arrumar uma segunda atividade. Se ele quiser se qualificar, fazer uma qualificação para ganhar mais futuramente, pode também, e deve”, afirmou em entrevista exclusiva ao jornal O Progressista.

Itamar acompanha de perto há quase 5 décadas a luta dos trabalhadores. Sindicalista desde 1980, preside o Sindicato dos Papeleiros de Jaú e Região desde 1998, foi coordenador regional da CUT entre 2015 e 2022 e é filiado ao PT desde 1986.

Na sua visão, as conquistas trabalhistas só foram possíveis graças à atuação sindical e à coletividade. Para Itamar, sozinho o trabalhador não teria conseguido o seu direito às férias, 13º salário, FGTS e aposentadoria. Elas são fruto da organização coletiva e não de concessões espontâneas de empregadores.

Entretanto, essas conquistas se viram ameaçadas com a nova Reforma Trabalhista que entrou em vigor no governo Michel Temer e que tirou a obrigatoriedade da contribuição sindical. Segundo Itamar, a arrecadação da entidade que dirige caiu mais da metade. E, caso Flávio Bolsonaro vença as eleições, os sindicatos estariam sob total ameaça.

Para ele, a resposta a esse enfraquecimento financeiro que interessa ao poder capital tem que vir da própria classe trabalhadora que precisa entender a importância dos sindicatos.

“Ele [o trabalhador] tem que se filiar, tem que procurar sua entidade de classe, ter consciência que o patrão não dá nada ao trabalhador. E, se não for pelo sindicato, se não for pela união da categoria ou da classe trabalhadora, a gente não vai a lugar nenhum”, diz. 

Itamar, ainda esclarece que “A única forma da gente ter condições de lutar contra isso [o desmonte dos direitos trabalhistas] é na unidade, na coletividade.”

Ele acredita que a aprovação do fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho para 40 horas, foi um avanço social, mas que não deve encerrar a discussão, uma vez que o ideal seria a conquista da escala 4×3, com carga horária reduzida a 36 horas semanais.

Experiências de redução da semana de trabalho já vêm sendo testadas em diferentes países e apresentam resultados favoráveis aos trabalhadores. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Nature Human Behaviour, com 2.896 trabalhadores de 141 organizações em seis países, constatou redução do burnout e melhora na satisfação profissional, na saúde mental e na saúde física após seis meses de adoção da semana de quatro dias sem redução salarial.

Os benefícios também aparecem nos indicadores das empresas. No maior experimento realizado no Reino Unido, acompanhado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, 61 organizações reduziram em 20% a jornada de cerca de 2.900 trabalhadores durante seis meses, sem corte salarial. Entre as empresas que forneceram dados financeiros, a receita aumentou, em média, 1,4%. Os afastamentos por doença caíram 65% e a saída de funcionários recuou 57%. Ao final do teste, 56 das 61 organizações disseram que continuariam com a semana de quatro dias. Os resultados reforçam a avaliação de Itamar de que uma jornada menor não representa necessariamente perda para o empregador.

Os pesquisadores da Universidade de Cambridge responsáveis pelo estudo afirmaram que as empresas conseguiram reduzir o tempo de trabalho sem comprometer suas metas, em parte reorganizando reuniões, processos e rotinas internas.

Entretanto, esses avanços podem estar em risco no próximo domingo, caso o presidente Lula não seja reeleito. Para Itamar, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria caminho para uma tentativa de reversão das conquistas trabalhistas recentes, incluindo o fim da escala 6×1, além do avanço de propostas como a remuneração por hora e o enfraquecimento da atuação sindical.

Na entrevista, o sindicalista é categórico: “Se eles voltarem ao poder, meu amigo, não tenha dúvida que eles vão tentar fazer de tudo para voltar a essa escala 6 por 1.”

De acordo com ele, esse é o momento dos movimentos sindicais, dos partidos de esquerda, dos estudantes e das minorias ocuparem as ruas e também as redes sociais para mobilizar toda a população para o que está em jogo neste domingo.

A entrevista na íntegra você confere abaixo.

José Itamar

O Progressista — Ao longo da história, qual foi o papel do movimento sindical na conquista dos direitos dos trabalhadores?

José Itamar — Vamos analisar a questão do salário, do 13º salário. Só para você ter uma ideia, até 1960, a classe trabalhadora brasileira era rural. As pessoas que trabalhavam no campo recebiam por semana.

Imagina só. Se você recebe por semana, você tem toda semana o seu salário. O ano tem 12 meses, né? Só que tem 52 semanas. Se você parou de receber por semana e passou a receber por mês, você recebeu 12 meses. Você teve aí quatro semanas perdidas. A luta dos sindicatos foi para reaver essa perda, porque quando o trabalhador recebia por semana e passou a receber por mês, ele teve uma perda de quatro salários, de quatro semanas.

Veja bem. Foi uma luta dos sindicatos recuperar isso aí. Porque você recebia por semana e passou a receber por mês. Quando pega o mês de cinco semanas, como é que fica? Você recebeu quatro. E aí foi uma luta. Em 1962, nós conseguimos reaver essa perda. As férias, também outra condição que lutamos.

Só em 1965, com a luta aí de muito tempo, nós conseguimos reaver as férias. E outros ganhos, como Fundo de Garantia (FGTS), como INSS, aposentadoria por tempo de serviço, tudo isso é uma situação que aconteceu nos governos progressistas.

E hoje, o trabalhador é muito mal remunerado. A gente tem essa péssima renovação trabalhista. Você imagina, esses trabalhos aí precarizados, como o Uber, como o iFood, que você hoje trabalha, o cara fica o dia inteiro trabalhando e, no final do dia, ele não ganha o suficiente para comprar um lanche. Isso é terrível. Ele passa o dia inteiro sentindo o cheiro da comida e, no final do dia, não tem condição de comer aquilo que ele fez por pouco. 

Imagina só, o cara trabalha o mês inteiro para pagar aluguel, para dar saúde para os filhos, para dar escola para os filhos. O que sobra? Nada. Pelo menos, o fim da escala 6 por 1, que é o tema que nós vamos estar abordando, dá para o trabalhador uma condição de ficar mais tempo com a família ou, se ele quiser, também arrumar uma segunda atividade.

Se ele quiser trabalhar em uma segunda atividade, ele pode. Se ele quiser se qualificar, ou melhor, fazer uma qualificação para ganhar mais futuramente, pode também, e deve. Então, o fim da escala 6 por 1 é uma enorme conquista para a sociedade.

Mas infelizmente, aí você tem as televisões, a mídia em geral, a mídia tradicional, batendo de frente. E não tenho dúvida que, se o Flávio Bolsonaro ganhar a eleição domingo, essa escala volta a ser como antes. Ou pior, porque ele tinha a intenção de pagar por hora. A ideia da ministra da Economia dele é pagar por hora.

As piores decisões que o trabalhador teve recentemente foram a reforma previdenciária e a reforma trabalhista. Reforma trabalhista com o Temer e a reforma previdenciária com o Bolsonaro. Se eles voltarem ao poder, meu amigo, não tenha dúvida que eles vão tentar fazer de tudo para voltar a essa escala 6 por 1.

Aí está na mão do eleitor. Domingo nós vamos passar por esse processo aí e espero que o nosso presidente saia vitorioso para que a gente continue avançando.

O Progressista — O movimento sindical perdeu força e capacidade de mobilização nos últimos anos com as reformas nos governos Temer e Bolsonaro. Como os sindicatos podem recuperar essa relação com o trabalhador?

José Itamar — O grande problema nosso hoje é a receita que os sindicatos têm e tinham e que diminuiu muito. Sindicatos que têm uma convenção que dá ao trabalhador melhores condições de trabalho. Eu vou dar o exemplo do nosso sindicato que é o Sindicato dos Papeleiros de Jaú e Região.

Nós estamos vinculados ao setor químico no Brasil. Então, nós temos aí a nossa convenção coletiva negociada desde 1942, até antes da CLT. O que acontece? Algumas categorias têm condições de enfrentar essa dificuldade.

Mesmo caindo a arrecadação pela metade, um pouco mais que a metade, a gente está sobrevivendo. Agora, tem sindicatos aí, principalmente sindicatos menos atuantes, que vão passar por uma dificuldade. E a maioria está pensando em desistir.

Agora, o grande [ponto] do trabalhador é saber o seguinte: que sozinho ele não vai a lugar nenhum. Ele tem que se filiar, tem que procurar sua entidade de classe, ter consciência que o patrão não dá nada ao trabalhador.

E, se não for pelo sindicato, se não for pela união da categoria ou da classe trabalhadora, a gente não vai a lugar nenhum. Na verdade, companheiro, é simples: é você ter consciência de classe.

A luta capital e trabalho existe desde quando o mundo é mundo e desde quando o capitalismo se fortaleceu. A única forma da gente ter condições de lutar contra isso é na unidade, na coletividade. É o sindicato buscar unir a categoria e fazer um enfrentamento como a gente tem feito. Esse é o caminho.

O sindicato só vai sobreviver se tiver uma boa convenção coletiva e se tiver uma atuação na base, atuação junto ao trabalhador, junto às empresas, e trabalhar no chão de fábrica. Não abrir mão de estar representando o trabalhador. Essa é a condição. Não tem outra.

O Progressista — Na sua avaliação, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria um retrocesso para os direitos trabalhistas?

José Itamar — Eu não tenho dúvida. Eu não tenho dúvida porque ele sempre foi contra. Se você pegar a maioria da votação do senador Flávio Bolsonaro, é contra o trabalhador. Ele foi contra o Bolsa Família. Votou contra o Bolsa Família.

Ele foi contra a ampliação da licença maternidade, do tempo que a mulher fica quando tem um filho, fica em casa quando tem um filho. Olha, é um retrocesso.

Se o trabalhador brasileiro cair na armadilha de votar no Flávio Bolsonaro, ele está retrocedendo imensamente. Eu não tenho parâmetros para descrever. O trabalhador que deixar de votar no Lula domingo e votar no Flávio Bolsonaro vai estar perdendo totalmente, perdendo todo o direito que ele tem aí.

E ainda tem. Hoje, o grande problema nosso, e do sindicato, e da classe trabalhadora, é manter a CLT. E, para esse pessoal, eu não tenho dúvida, eles querem o fim da CLT.

Eles querem acabar com a CLT para deixar igual com os países do continente. O Brasil é um dos poucos países que ainda tem uma lei do trabalho que funciona. Essa é a verdade.

O Progressista — Com a redução da jornada já conquistada, a escala 4×3 pode ser o próximo passo da luta dos trabalhadores?

José Itamar — Eu entendo que a gente tem que ir por partes. Primeiro, nós conseguimos avançar na questão da escala com redução de 44 horas para 40, com ganho imensurável.

Nós temos que trabalhar agora para consolidar esse ganho, reduzindo agora a partir do dia 16 de dezembro. Começa a escala, vai reduzir de 44 para 42 horas. Um ano depois, nós reduzimos para 40 horas. As empresas vão ter esse período para fazer esse ajuste.

E aí, a partir daí, nós temos que trabalhar a escala. 36 horas seria o ideal. A redução de 36, que aí entra no caso dessa colocação sua, que é trabalhar 4 por 3. É o ideal.

A maioria das empresas que existem hoje no Brasil, o setor do papel roda muito a escala 4 por 3. É um ganho imensurável para a empresa e para o trabalhador. Agora, a classe empresarial brasileira vai [ter que] abrir a cabeça.

O patrão acha que vai ter problema de mão de obra, vai ter alguns problemas de colocação, e não é verdade. Você vai ter um trabalhador na segunda-feira, o cara que descansar o sábado e o domingo, ele vai começar a trabalhar com outra cabeça.

E eu não tenho dúvida que, se no futuro a gente conseguir reduzir mais ainda e implantar a escala 4 por 3, vai ser um ganho maior para o trabalhador e para as empresas também.

Porque não adianta. A gente tem que ter a convicção que tem que ser bom para os dois lados. O trabalhador com a cabeça boa produz mais. Ele vive bem com a família, ele vai produzir mais, ele vai lutar pelo emprego, ele vai lutar pela empresa.

Só que, do jeito que está, não adianta. É uma escravidão total. E as empresas lutam e insistem em manter esse sistema perverso. Nós conseguimos reduzir.

A Constituição de 88 reduziu de 48 para 44 horas a jornada de trabalho, foi um ganho. E agora, quase 40 anos depois, nós vamos estar ganhando novamente, que é reduzido para 40 horas. Mas o ideal é essa sua colocação: reduzir para a escala 4 por 3.

Futuramente a gente tem que lutar pelo fim também da escala 5 por 2. Reduzir e trabalhar pela escala 4 por 3, que está ganhando espaço na Europa e em outros países desenvolvidos. O mundo moderno trabalha assim. E nós temos que implantar também aqui no Brasil.

O Progressista — E o que você diz da intenção do candidato Flávio Bolsonaro de querer mudar a Constituição, aumentando o poder do ‘negociado’ sobre o ‘legislado’?

José Itamar — Olha, se você tem uma categoria forte, caso metalúrgico, bancário ou setor químico, que é o nosso segmento, nós não teríamos muita dificuldade de trabalhar dessa forma.

Mas você pega um empregado doméstico. Você pega o setor comerciário. Alguns setores que têm uma dinâmica diferente. Não teriam condições de ficar negociando com o patrão.

A maioria das empresas hoje quer essa condição porque submete o empregado ao banco de horas, ou simplesmente demite ele. Hoje, graças a Deus, nós temos um baixo desemprego. Nunca teve tão baixo. Acho que é o menor nível na história do Brasil.

Então, considerando o mercado hoje, daria para você trabalhar nessa condição. Mas não é isso o que acontece quando a direita chega ao poder. Normalmente, o desemprego cresce e aí você tem que negociar com o patrão. Vai fazer isso como?

E outra coisa: nós temos que manter o sistema cultural também. As empresas têm a obrigação de cumprir a parte social. Aliás, a empresa que não cumpre a parte social tem que deixar de existir. Essa é a função, é o que eu prego.

Nós não podemos aceitar que uma empresa seja tratada como CPF. A empresa tem um CNPJ e ela tem que cumprir a parte social dela. Se ela não cumprir a parte social, ela tem que deixar de existir.

Não tenha dúvida. Nós temos que trabalhar isso. O Brasil é um país social, é um país progressista. Essa é a ideia que nós temos que empregar para as empresas. Tem que cumprir a parte social. Se ela não quer cumprir a parte social, ela fecha as portas.

O sindicalismo brasileiro para defender o direito do trabalhador, ele usa os meios que tem que usar. E as empresas não gostam. Por isso que querem acabar com o movimento sindical. É uma pena que o trabalhador não enxergue isso.

E a maioria dos trabalhadores faz oposição ao sindicato. Fica do lado do patrão. Quando você faz uma manifestação, ele fica envergonhado. Ele não participa.

A mobilização dos trabalhadores é um pouco caótica no Brasil. Mas nós estamos vivendo, nós estamos superando essa fase. Tanto é que o sonho hoje do Flávio Bolsonaro é acabar com o movimento sindical.

Se você olhar o programa de governo dele, na página 44 e 45, ele tem essa pretensão. E essa é uma observação que chama a atenção do trabalhador.

O programa de governo do Flávio Bolsonaro é claro: tem que acabar com o movimento sindical para escravizar o trabalhador.

O Progressista — A juventude de hoje não viveu as conquistas históricas do sindicato. Você acredita que ainda assim, ela pode ser a esperança na luta por melhores condições trabalhistas?

José Itamar — Olha, eu francamente estou surpreendido com a juventude hoje nas ruas.

Nós começamos alguns movimentos nas universidades. Inclusive em Niterói, acho que foi a primeira. E o Brasil hoje está tomado pela juventude, pelos estudantes.

O movimento sindical não pode perder essa oportunidade. Os partidos de esquerda, os partidos progressistas não podem perder essa oportunidade.

É única. E talvez seja a última. Nós sempre tivemos as ruas. Nós sempre tivemos os movimentos populares do lado, atentos e trabalhando em prol do trabalhador e em prol das classes menos favorecidas.

Realmente, de 2013 para agora, nós perdemos essa condição.

Tentamos reagir quando cassaram a Dilma, de forma ilegal. Nós tentamos fazer o movimento, mas não tivemos muita sorte naquele momento.

Hoje, a situação é outra. Porque o mundo inteiro está vendo que a extrema-direita está aí para tirar o direito dos trabalhadores, acabar com o bem-estar social.

Não tem outro caminho. Se você olhar hoje a situação dos Estados Unidos, a situação da Argentina e a situação que está se implementando na Europa, é o fim do bem-estar social.

Mas não podemos cair nessa armadilha. E o Brasil, como nós temos de 2002 até então uma situação que é de confronto e a esquerda tem levado algumas vantagens nas eleições, nós temos que manter essa condição.

E não podemos abrir mão das ruas. Hoje, eu tenho falado muito para a nossa categoria que a gente tem que estar de olho nas redes e ganhar nas ruas. Uma coisa para complementar a outra.

E não tenho dúvida que a vitória do Lula domingo, dia 25 de outubro, vai se dar por conta dessa combinação de ruas e rede. Nós estamos aí com um trabalho formidável, sensacional.

O Brasil hoje é notícia para o mundo inteiro por conta dessa combinação. Porque finalmente a esquerda brasileira conseguiu derrotar a extrema-direita duas vezes. E essa é uma condição que não podemos abrir mão.

O Lula ganhar a eleição domingo vai ter que governar com o povo. Por quê? Nós não podemos esperar nada desse Congresso. Nós não podemos esperar nada desses senadores que forem eleitos aí com uma pretensão de ir para cima do Judiciário.

O momento não é esse. Eu tenho certeza que o Brasil vai passar por uma nova fase. E as ruas vão ser importantes para o governo Lula. Lula não pode abrir mão de governar com o povo. Principalmente o povo na rua, se precisar.

E eu acho que essa é a mensagem que tem que passar para o trabalhador. A classe trabalhadora não pode abrir mão de votar no Lula no domingo. A sobrevivência é nossa, é de todo mundo. É da classe trabalhadora e da classe progressista brasileira.

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