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Amazônia
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Na última sexta-feira (16), o governo federal divulgou os dados de desmatamento da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que apontaram para uma redução de 41,8% na destruição da floresta entre agosto de 2025 e julho de 2026. Esse foi o menor desmatamento desde 1988, resultado da retomada da fiscalização, fortalecimento dos órgãos ambientais e reconstrução das políticas federais de proteção dos biomas desde 2023.

A área desmatada caiu de 5.731 para 3.335 quilômetros quadrados. O resultado supera o recorde anterior de preservação registrado em 2012, quando o desmatamento havia alcançado 4.571 quilômetros quadrados, consolidando uma marca histórica da política ambiental conduzida pelo governo Lula.

O Cerrado também alcançou o menor índice de desmatamento de sua série histórica, iniciada em 2001. A área de vegetação suprimida passou de 7.235,27 para 5.516,69 quilômetros quadrados, uma redução de 23,8%. Os resultados nos dois biomas representam uma importante conquista na proteção do patrimônio ambiental brasileiro e evidenciam a importância de um Estado forte e fiscalizador para evitar que interesses econômicos coloquem em risco nossas florestas.

A queda está associada a uma mudança na condução das políticas ambientais federais. Desde 2023, o governo restabeleceu o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e o plano correspondente ao Cerrado (PPCerrado), recuperando instrumentos de fiscalização, monitoramento territorial e combate à destruição da vegetação nativa.

O fortalecimento dos órgãos ambientais também aparece nos números. Entre 2023 e 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou 76.095 ações de fiscalização e lavrou 25.101 autos de infração contra a flora, com R$ 11,8 bilhões em multas aplicadas. No período, foram embargados 18.630 quilômetros quadrados de áreas relacionadas a infrações ambientais.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também intensificou sua atuação nas unidades de conservação federais, com aproximadamente 11,9 mil autos de infração e R$ 2,4 bilhões em multas.

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No Cerrado, os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que integram a região conhecida como Matopiba, concentraram 74,3% da supressão de vegetação nativa. A expansão da fronteira agropecuária nessa região evidencia a importância das políticas públicas de ordenamento territorial e fiscalização das atividades econômicas.

Além do combate direto ao desmatamento, o governo ampliou as medidas de proteção territorial. Desde janeiro de 2023, foram homologadas 20 terras indígenas, abrangendo aproximadamente 32 mil quilômetros quadrados, e criadas ou ampliadas 26 unidades de conservação federais, que somam cerca de 25 mil quilômetros quadrados.

A preservação ambiental também foi associada à inclusão social. O programa Bolsa Verde, destinado a famílias de baixa renda que vivem em áreas protegidas, beneficiou 86.635 famílias em 139 municípios desde 2023, com transferências que somam R$ 420 milhões. A iniciativa reconhece o papel das comunidades tradicionais e das populações locais na conservação das florestas.

Outro instrumento importante é o Fundo Amazônia, que chegou a outubro de 2026 com 160 projetos aprovados e R$ 7,8 bilhões comprometidos em iniciativas de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.

A marca histórica alcançada pela Amazônia e pelo Cerrado representa uma vitória da política ambiental do governo Lula. A reconstrução dos instrumentos de fiscalização, os investimentos públicos e a proteção dos territórios indígenas demonstram o papel fundamental de um Estado atuante na defesa das florestas brasileiras e no enfrentamento dos interesses econômicos responsáveis pela destruição ambiental.

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